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Bristol-Myers Co mostra imunoterapia que promete substituir quimioterapia para melanoma

 

Segundo pesquisadores, a quimioterapia para o tratamento do melanoma avançado poderá em breve tornar-se uma prática obsoleta, isto dito depois que doentes que tomaram Opdivo, uma droga imuno-oncológica experimental da Bristol-Myers Squibb Co, e tiveram uma taxa de sobrevivência muito maior, além de outros resultados favoráveis.

Os resultados impressionantes, em comparação com a quimioterapia, foram observados em um estudo de fase final da droga Opdivo, que ajuda a tirar os freios do sistema imunológico através do bloqueio da proteína PD-1.

O estudo envolveu 418 pacientes com melanoma avançado, a forma mais letal de câncer de pele, não tratados previamente. Entre aqueles que tomaram Opdivo, 73% continuaram vivos após um ano, em comparação com 42% dos que receberam dacarbazina, tratamento padrão de quimioterapia.

Além disso, 40% dos que tomaram Opdivo tiveram redução do tumor, contra 14% do grupo da quimioterapia. O tratamento foi associado com efeitos colaterais, incluindo fadiga e náusea.

"Os resultados foram incrivelmente bons e mostram que não será mais uma função para a quimioterapia no melanoma avançado," disse a Dra. Georgina Long, professora associada do Instituto Melanoma Austrália, que ajudou a liderar o estudo.

 Os resultados foram apresentados em uma reunião médica em Zurique.

Long disse que os resultados constituem um bom sinal não apenas para Opdivo, mas para uma cultura emergente de outros inibidores de PD-1 sendo desenvolvidos por outras empresas. Eles incluem os produtos que estão sendo testados pela Merck & Co, Roche Holding AG e AstraZeneca Plc.

Keytruda, da Merck, recebeu em setembro a primeira aprovação dos Estados Unidos de uma droga da classe, para tratar o melanoma avançado.

Opdivo também tinha mostrado fortes resultados em um teste diferente da Fase III, que envolveu pacientes com melanoma avançado e que haviam sido previamente tratados com Yervoy, outra droga imuno-oncológica da Bristol-Myers. Esses resultados, divulgados em setembro, mostraram tumores que diminuíram em 32% nos pacientes que receberam Opdivo, em comparação com 11% das pessoas que receberam quimioterapia.

A Bristol-Myers está testando Opdivo em muitos outros tipos de câncer, com as primeiras demonstracões de sucesso.

O tratamento de uma forma comum de câncer de pulmão avançado, com a droga, levou a uma taxa de sobrevivência de um ano de 41% em um ensaio clínico midstage, de acordo com os dados apresentados há duas semanas.

A taxa histórica de um ano de sobrevida para esses pacientes, cujo tratamento já falhou com outras drogas, é entre 5,5% e 18%.

Fonte: Reuters